quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Evolução

Os sinos tocam
Sinos de vento
Todos invocam
Renascimento
 
Velhos símbolos
Novas fórmulas
Novos apóstolos
Velhas fábulas
 
Magia fluindo
Conhecimento
Mundo fugindo
Esquecimento
 
Velhos conceitos
Reformulando
Novos preceitos
Evolucionando
 
Resgatando
Eras passadas
Preparando
Eras douradas
 
Uma nova ordem
Um velho mundo
Guerras dormem
Coma profundo
 
 

domingo, 14 de outubro de 2012

Fruto Valioso

Eu te dei meu coração
Como se ele fosse um fruto
Motivado por tua ilusão
Um engodo doce e absoluto
 
Eu era apenas teu brinquedo
Mais um em tua farta coleção
Tiraste proveito de meu medo
Prendendo-me com a solidão
 
Pisaste sobre o meu ego
Usara os meus contatos
Pois por amor fiquei cego
Não enxergava os fatos
 
Mas um dia a ilusão caiu
E uma dor forte apareceu
Mostrando-me todo ardil
Em que você me meteu
 
Sofri com a desilusão
E chorei arrependido
Mas aprendi essa lição
Não serei mais iludido
 
Agora eu guardo meu coração
Como uma joia única e valiosa
Conquistá-lo hoje é uma missão
Para mulheres de alma valorosa
 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Coragem de Viver

Viver intensamente
Um ato de coragem
Objetivo em mente
O medo é bagagem
 
Buscar a felicidade
Entre erros e acertos
Evitando a vaidade
Corrigindo os defeitos
 
Pegue o que desejas
Sem tirar o de outrem
Entre tudo que almejas
Busques fazer o bem
 
Evite o caminho fácil
Ele fica caro no final
A liberdade é grácil
Seu esteio é a moral
 
Sofrimento é inevitável
Perder-se nele é opção
Vontade inquebrantável
Derrota é ficar no chão
 
 

domingo, 7 de outubro de 2012

Eleição Zumbi

Vejo o povo em um dilema
Participando de um jogo
Do qual não vale a pena
 
Um jogo de novas marionetes
Com mestres de alma pequena
Que vão governar por bilhetes
 
Antigos maus governantes
Que graças a uma ficha
São mortos cambaleantes
 
Agora são vampiros do poder
Não podem sair ao sol da lei
Estão sempre a se esconder
 
Então criaram fachadas
Para deter o poder
Atrás de portas seladas
 
Que cada voto seja uma oração
Que cada urna seja um exorcismo
Para a cidade não cair nesta maldição
 
 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Amarras de Amor

Tu és meu ar
Meu alimento
Faz-me arfar
És meu alento
 
Sem ti não vivo
Apenas vegeto
Sou seu cativo
Um mero objeto
 
Correntes de amor
Amarras de paixão
Tua ausência é dor
Confusa sensação
 
Sem o teu calor
Eu só sinto frio
Sem o teu amor
Eu caio no vazio
 
Fique bem por perto
Pegue-me bem forte
Deixe-me desperto
Ame-me até a morte
 
Perca-me em tua pele
Funde-me em tua alma
E que o tempo congele
Na noite gelada e calma


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domingo, 30 de setembro de 2012

Polvilho, Povinho e Gralhas

O polvilho gira a prensa
O polvilho corta o papel
E o povinho não pensa
Querem o circo e o mel
 
O polvilho gera cavalete
O polvilho prega estandarte
E o povinho quer sorvete
Não percebem essa parte
 
Não confie em umas gralhas
Que não vivem da araucária
Escute atendo as mentiralhas
E olhe por detrás da alegoria
 
O polvilho compõe o tema
O polvilho faz as bandeiras
E o povinho segue o lema
Promovendo mais besteiras
 
O polvilho leva ao rádio
O polvilho põe no jornal
E o povinho no estádio
Não enxergam esse mal
 
Não confie em umas gralhas
Que não vivem da araucária
Escute atendo as mentiralhas
E olhe por detrás da alegoria
 
O polvilho queima mais fogos
O polvilho grita mais alto
E o povinho quer mais jogos
Esquecendo-se do asfalto
 
O polvilho move mais carros
O polvilho corre mais bairros
E o povinho só quer mais festa
Indo ao futuro que não presta

Não confie em umas gralhas
Que não vivem da araucária
Escute atendo as mentiralhas
E olhe por detrás da alegoria

 

 
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sem Frutos ou Flores

Vagando solitário
Pela praia dourada
Eterno visionário
Nunca tenho parada
 
Mais um mundo estranho
Nesta interminável jornada
Em busca de um sonho
Dentro de uma paz armada
 
Não há passos na areia
Aqui nada vivo caminha
Apenas o verde me rodeia
Fauno deixou Flora sozinha
 
Este céu belo e assustador
Nenhum olho jamais admirou
Só este humilde explorador
Vê o que ninguém jamais olhou
 
Um mundo sem frutos
Um mundo sem flores
De poucos atributos
E carente de amores
 
Mais um destino inútil
Em minha longa viagem
Mais uma lembrança útil
Em minha larga bagagem

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