quarta-feira, 30 de maio de 2012

Caminhos

Estreitos ou largos
Íngremes ou planos
Curtos ou longos
Sagrados ou profanos
 
Cada ser vivo segue
O caminho de sua sina
Conforme fora entregue
Pela justiça divina
 
Viva suas escolhas
Com as consequências
Aprenda com as falhas
Critique as tendências
 
Não seja mais um
Seja você mesmo
Pode ser incomum
Mas não vá a esmo
 
Busque um guia
Pode ser a fé
Ou a filosofia
Mas não a maré
 
Não se perca com a inveja
E o ódio é ma companhia
Que a preguiça não te veja
Senão alonga a travessia
 
Com passos firmes
De cabeça erguida
Nada a tu oprimes
Coragem é vida
 
Siga seu caminho
Busque o que é seu
Pois morreras sozinho
Apenas com seu eu


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domingo, 27 de maio de 2012

SP Caos

Ela esta muito mal
A beira de um enfarte
Mas que não tem final
 
Ela tem vida
Mas não tem direito à morte
Perpétua lida
 
Em suas entupidas veias
O sangue é de metal
E corre perdido em leiras
 
Ruidoso
Fétido
Venenoso
 
Fluxo eterno
Sem começo
Nem termino
 
Levando e trazendo
Cidadãos sem direitos
Vivendo ou morrendo
 
O caos sempre imperando
Pela incompetência
Dos que estão governando
 
Sem direito à morte
São Paulo agoniza
Em eterna má sorte


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Corrupção e Natureza

Neste mundo inorgânico e frio
Criado como Nova Era brilhante
De metrópoles corruptas sem brio
Não se sente a natureza pulsante
 
Apenas um objetivo é almejado
Neste ambiente morto e cinzento
Vamos comprar o que for desejado
Aplacando o ego fútil e sedento
 
Essa é a grande utopia
Do capitalismo sem freio
Conceder tudo em demasia
Explorando a Terra sem receio
 
Quanto mais poder, mais querer
Esvaindo a ética e a humanidade
Quanto menos ter, mais sofrer
Explodindo a violência e iniquidade
 
O que importa é o dinheiro
Livre de qualquer controle
Sagrado fluxo financeiro
Sem consciência ou índole
 
E todos querem entrar na ciranda
Buscando uma felicidade irreal
Enquanto a natureza desanda
Num desequilíbrio mortal
 
Esquecemos que somos filhos da Terra
E que nela tudo tem um preço
Criar um recurso muitas eras encerra
E é sempre violento o recomeço

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ser Apenas Um

Naqueles dias claros e alegres
Quando éramos apenas nós dois
Com uma vida de possibilidades
Onde a tristeza ficava para depois
 
Você não conseguiu perceber
O quanto eu já te amava
Tu tomavas todo o meu ser
Mas só de amizade me falava
 
Mesmo eu não tendo alternativas
Fazia tudo para proteger teu sorriso
E vivia repleto de expectativas
De que verias o quanto de ti preciso
 
Eu queria ser apenas um contigo
Porem isso nunca nos foi possível
Mas ainda tenho a esperança comigo
E desistir de ti me é inadmissível
 
Vamos nos reencontrar
É nisso que eu acredito
As estrelas vão nos ajudar
Pois meu amor é infinito
 
Só quero estar contigo
Deixar a tristeza para trás
Venha recomeçar comigo
Sentir tudo que o amor traz
 
Viver a cumplicidade de um olhar
Acordarmos juntos ao amanhecer
Juntos perder o fôlego e respirar
Formar uma nova vida e vê-la crescer


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Brumas

Estou perdido no meio das brumas
Entre o hoje, o ontem e o amanhã
Minhas asas já não têm mais plumas
Sou um anjo caído que provou a maçã
 
Vivo uma busca insana
Pelo que foi perdido
Uma saga quase humana
Sem nenhum sentido
 
Eu não queria provar a dor
Eu não busquei o sofrimento
Eu queria apenas viver o amor
Eu busquei apenas o sentimento
 
Mas com esse ato pérfido
Condenei todo um mundo
O céu não é mais límpido
Só há brumas ao fundo
 
Tenho saudade das estrelas
Do reflexo da lua no mar
E das cores em aquarelas
Que o sol trazia ao levantar
 
Como pode um planeta
Ser condenado comigo?
O que fez essa esfera abjeta
Para sofrer o meu castigo?
 
Agora não penso mais em mim
Não busco mais minha redenção
Quero apenas por um fim
No sofrimento deste orbe-nação





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