segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Degeneração

Entre fatos desencontrados
Retratos do que fora perdido
Sentimentos já maltratados
Sombras do que fora sentido

Palavras avessas foram soltas
Gravando sinais com fogo frio
Corações sob imortal martírio
Sangrando nas fendas abertas

Todo derrame tem um preço
Todo vexame tem uma farpa
Tem faces que são de gesso
Tem sons que imitam a harpa

Uma jornada por maravilhas
Um reencontro com mazelas
Cruzando por escuras vielas
Escondendo velhas matilhas

Esperança, a velha que agoniza
Lembranças tornaram-se mundo
O fim quase chegando ao fundo
Sonho acabado que não realiza





sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Complexos

Movimentos erráticos
Desconexos da realidade
Carecendo razão e sensibilidade
Parecendo uma dança de lunáticos
Sôfregos e emblemáticos
Na imaturidade

Nascimento sem dor
Ornamento sem louvor
Respira sem merecimento
Desfrutando cada movimento
Tirando do universo o seu calor
No atrevimento

Torrente de emoções
Vertendo novos pecados
Ordenhando velhas ilusões
Condenando todos os lados
Vergonhosas violações
De enamorados

Não pede mas toma
Sem honra e sem forma
Desejando um nome agora
Para ser chamado sem demora
Sempre saboreando toda a gama
Da fama



segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Aquele Tempo

Eu quero o tempo de volta
Aquele que perdi ao vento
Num descuido de momento
E que o passado não solta

Tempo de fáceis sorrisos
Cheio de dias mais felizes
Tempo de muitos matizes
Com sonhos e improvisos

Hoje é tempo de lembranças
Fatos que recordam crianças
Que hoje não crescerão mais
Que foram deixadas para trás

Eu quero o tempo de volta
Aquele que deixou saudade
Ficou com a minha sanidade
E que o passado não solta




quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Medo

Assassino da razão
Uma morte pequena
Gerando obliteração
Um fruto de geena

Bebe ignorância
Cultiva o ódio
Verte arrogância
Caos em bródio

Péssima companhia
Mau conselheiro
A alma se resfria
Torpor derradeiro

Trilha devastada
Onde nada restou
Coragem obstinada
Quem lhe derrotou 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Anunciando o Verão

O sol está a pino
O ar está parado
Mente em desatino
E o corpo cansado

Na pele suor escorre
A preguiça percorre
O calor concentra
E a vontade centra

Uma sombra
Uma busca
Assombra
Ofusca

Perdidos na luz
Clamam a escuridão
Corpos seminus
Anunciando o verão



sábado, 2 de agosto de 2014

Um Abismo Invisível

Desespera-me este teu olhar perdido
Perscrutando um mundo sem sentido
Como se olhasse um vazio/dimensão
Que somente tu podes colocar a mão

Te imploro mais uma vez
Não vague por essa vereda
Desista dessa insensatez
Que ao nosso amor enreda

Seguir-te eu não sou capaz
Eu não enxergo o que tu vês
O fadário que tua mente fez
Só me deixa olhar para traz

Abandone já este dom/maldição
Que rompe minha compreensão
Deixando-me apenas a saudade
Uma solidão por toda eternidade




terça-feira, 29 de julho de 2014

Por Estar Te Amando

Antes de eu te conhecer
Não sabia como ser forte
Minha vida não tinha norte
Hoje só quero lhe proteger
Por estar te amando

Quando você está comigo
Seja num dia bem tranqüilo
Ou num instante de perigo
Meu coração fica em júbilo
Por estar te amando

Tua voz e teu sorriso
Irei sempre proteger
De teu olhar eu preciso
Senão irei esvanecer
Por estar te amando

Agora enfrento o mundo
De mãos dadas com você
Meu coração a sua mercê
Sorvendo cada segundo
Por estar te amando