domingo, 15 de novembro de 2015

Mar de Lama



Ela escorre como uma vil assassina
Pelos vãos dos dedos da ganância
Provocando um rastro de carnificina
Transformando o belo em repugnância

O festim da morte é extenso
Com a sede e a fome ela dança
Contrariando todo o bom senso
Trocam a justiça pela vingança

O rio já não faz mais jus ao seu nome
Pois de suas águas lhe roubaram o doce
O futuro é uma dúvida que nos consome
Todos os frutos de uma cobiça feroce

Uma grande Vale de ganância
O que já foi orgulho hoje nos fere
Um grande poço de ignorância
No mar de lama nada nos difere



3 comentários:

  1. Excelente. Parabéns! Uma tapa de pelica, nesse imenso mar morto de consciência humana.

    ResponderExcluir
  2. Parabéns Gilson Sem comentário. Que Deus abençoe a todos Nós 1

    ResponderExcluir

Muito obrigado por sua opinião.