sábado, 6 de setembro de 2014

Constância

Se não é permitido parar
Continue sempre em movimento
Mantenha-se firme em sua fé
Mesmo que seja contra o vento
Lembre-se sempre de que tu jamais estas sozinho
E que a compaixão não é fraqueza
Ela é tão somente o caminho
Não faças o que lhe traz tristeza
Viva sempre como verdadeiramente és
A verdadeira força vem da franqueza
A mente entre nuvens e no chão os pés
Na liberdade o céu pode ser recolorido
O amor não exige um cenário correto
E o destino nunca é algo predefinido

  

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Superação

Corra e não olhe para trás
Todos têm a solidão nas trevas
Já não posso continuar mais
Mas por ti reergo-me em chagas

Seque agora essas lágrimas
Torne-se como o vento
Façamos um descobrimento
Um futuro de luz sem lástimas

Mais uma chance
Todos temos uma fortaleza
Dentro da mente com certeza
Sempre ao nosso alcance

Supere-se quantas vezes puder
Não perca o brilho que é só teu
Meu coração nunca te esqueceu
Por solidão e medo não vou ceder

No mundo sombrio do amanhã
Uma estrela para ti me tornarei
Iluminando-te com todo meu afã
Deste futuro destruído te protegerei

   


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Eu Queria Que Você Soubesse

Eu queria que você soubesse
Que vejo um ser buscando o abstrato
Renegando o mais simples ato
Respirando apenas por contrato

Eu queria que você soubesse
Que vejo um ser questionando a vida
Que é apenas para ser vivida
Tecendo odes para cada dúvida

Eu queria que você soubesse
Que vejo um ser vestindo máscaras
Utilizando miríades de caras
Rejeitando uma vida às claras

Eu queria que você soubesse
Que vejo um ser abraçando a escuridão
Congelando o próprio coração
Fazendo um fardo de sua solidão

Eu queria que você soubesse
Que vejo um ser correndo em disparada
Sem planejar uma única parada
Deixando para trás cada alma amada

Eu queria que você soubesse
Que vejo um ser em branco e preto
Escravizando-se pelo concreto e reto
Sendo que cores e curvas fazem o incerto

Eu queria que você soubesse
Que não importa o que tens por dentro
Importa o que deixas lhe sair de dentro
E quão maravilhoso é esse encontro


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Fim Dos Dias

O prelúdio arranca tudo de nós
Até a paisagem que nos cerca
Tornando seca toda a alverca
Mesmo Deus deixou-nos a sós

Caem as penas brancas e puras
Últimas palavras de um céu incerto
O véu foi rasgado e o templo aberto
Fogo e sangue correm pelas ruas

As preces agora são folhas ao vento
O chamado por muitos não foi atendido
Tendo por outros o pacto não cumprido
Já findo é o tempo do arrependimento

Busquemos agora a Cruz da Trindade
Vagando pela escuridão que tudo abarca
Castigo por rompermos a aliança da Arca
A última porta de acesso à eternidade



sábado, 23 de agosto de 2014

Luar, Rosas e Canela

Um incêndio na neve prateada queima o céu
Um rosário de pecados pesa em meu peito
E meu coração quase paralisado por este fel
Irá só contigo sem ter direito ao último leito

A insônia desta lua aveludada nos ilumina
Através dos tristes vitrais desta sala secreta
Cujas portas trancamos com a nossa sina
Dancemos ao som desta nossa cançoneta

Entre volteios e passos acendemos o fogo
Gentilmente te farei derreter feito uma vela
Tudo que sentimos não é apenas um jogo
É um feitiço de amor entre rosas e canela

Ninguém pode quebrar estas correntes
Que nos enreda por toda a eternidade
Criaremos asas com as nossas mentes
E assim voaremos por essa felicidade


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Degeneração

Entre fatos desencontrados
Retratos do que fora perdido
Sentimentos já maltratados
Sombras do que fora sentido

Palavras avessas foram soltas
Gravando sinais com fogo frio
Corações sob imortal martírio
Sangrando nas fendas abertas

Todo derrame tem um preço
Todo vexame tem uma farpa
Tem faces que são de gesso
Tem sons que imitam a harpa

Uma jornada por maravilhas
Um reencontro com mazelas
Cruzando por escuras vielas
Escondendo velhas matilhas

Esperança, a velha que agoniza
Lembranças tornaram-se mundo
O fim quase chegando ao fundo
Sonho acabado que não realiza





sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Complexos

Movimentos erráticos
Desconexos da realidade
Carecendo razão e sensibilidade
Parecendo uma dança de lunáticos
Sôfregos e emblemáticos
Na imaturidade

Nascimento sem dor
Ornamento sem louvor
Respira sem merecimento
Desfrutando cada movimento
Tirando do universo o seu calor
No atrevimento

Torrente de emoções
Vertendo novos pecados
Ordenhando velhas ilusões
Condenando todos os lados
Vergonhosas violações
De enamorados

Não pede mas toma
Sem honra e sem forma
Desejando um nome agora
Para ser chamado sem demora
Sempre saboreando toda a gama
Da fama