quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Naufrago de Amor

Adentrei neste oceano infinito
Sem ter a noção do perigo
Estava apenas afoito e aflito
Para viver somente contigo

Navegamos por águas calmas
Na mais plena felicidade
Não éramos mais duas almas
Éramos uma integridade

Então um dia veio a tempestade
E eu segurei sua mão com força
Mas você apenas viu temeridade
Fugindo da fera como uma corça

Eu fiquei abandonado
Neste oceano bravio
Meu sonho naufragado
Minha alma com frio

Numa tábua de saudade
Boiei até o esquecimento
E hoje me falta a vontade
De navegar o sentimento

Virei as costas para o oceano
Apeguei-me ao meu dia-a-dia
Não aguento mais um engano
Não suportarei mais covardia

.

3 comentários:

  1. Não sabia que você era um poeta. Gostei muito.
    Realmente achei algo muito profundo, Adorei.

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  2. Walnice Helena Zuffo12 de dezembro de 2012 23:51

    ..."toda pessoa apixonada torna-se um poeta". Platão

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Muito obrigado por sua opinião.