Eu vejo a escuridão
Em que o mundo mergulha
Sem fé e nem razão
Uma única bala na agulha
O próximo está morto
E Deus foi abandonado
O Estado está torto
E o cidadão desesperado
Impera a lei do mais forte
A única busca é a satisfação
A justiça não tem mais norte
A milícia está de prontidão
Os valores foram perdidos
A mídia ha muito se vendeu
Torpes estão os sentidos
O sofrimento não convenceu
A pobreza virou desculpa
Para falta de hombridade
E ninguém assume a culpa
Pelos atos de impunidade
Pais preocupados com mais
valia
Não constroem mais valores
Um campo fértil para a
covardia
Um grande circo de horrores
A morte está banalizada
O sucesso é medido em saldos
A esperança foi fossilizada
A honestidade é para os
parvos
Todos querem os direitos
Ninguém quer os deveres
Põe-se a culpa nos eleitos
Mas ela é dos eleitores
Quanta lucidez! Parabens, isso é raro no ser humano contemporaneo.
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